documentação

projecto agro n.º 129

Programa AGRO

Medida 8  - Desenvolvimento Tecnológico e Demonstração
Acção 8.1 - Desenvolvimento Experimental e Demonstração (DE&D)

Produção biológica de hortícolas em agrossistema diversificado

1 - Chefe do projecto

  • José Raul Alves Ribeiro, Téc. Superior da Direcção Geral de Protecção das Culturas – DGPC.
  • Responsável na DRABL - Maria Fernanda Pinto Fernandes Ladeira – Assessora Principal

2 - Montante total do projecto

  • 73.053,94 € (setenta e três mil e cinquenta e três euros e noventa e quatro cêntimos).

3 - Descrição resumida do projecto

Pretende-se implementar um modelo de produção de hortícolas, satisfazendo as exigências da Agricultura Biológica, mas introduzindo algumas técnicas que, embora muito importantes, não foram ainda divulgadas e enraizadas neste modo de produção, sobretudo no país. Procura-se, à partida, uma maior coexistência de espécies vegetais e consequentemente, maior diversidade.
Este aspecto, devidamente secundado pelo recurso a práticas que proporcionam uma maior robustez à planta, em equilíbrio com o meio, leva a uma menor incidência de pragas e doenças, permitindo um controlo fitossanitário baseado na prevenção, com menor necessidade de tratamentos.
Trata-se de promover um modelo que se espera economicamente atractivo, para além de ser menos poluente para o ambiente, de produzir alimentos sem resíduos de pesticidas e com menor teor de nitratos e de proporcionar um melhor enquadramento estético na paisagem rural. A nível da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral, pretende-se uma rentabilização da pequena propriedade, predominante na região, e uma maior fixação de mão de obra nos meios rurais, contribuindo para combater a desertificação.

Placa do projecto

Com a implementação dos campos de observação pretende-se atingir os objectivos seguintes:

  • Avaliar, demonstrar e divulgar novas técnicas, para além das outras tradicionalmente preconizadas em Agricultura Biológica.
  • Aumentar e consolidar o conhecimento técnico-científico relativamente à produção das espécies seleccionadas neste modo de produção.
  • Incentivar a produção de hortícolas em Agricultura Biológica.
  • Dar a conhecer aos produtores novos horizontes, em termos de mercado, nesta fileira.
Hortícolas em agricultura biológica

4 – Locais em que se desenvolve

  • Centro Experimental da Gafanha (solos arenosos) – concelho de Ilhavo, distrito de Aveiro
  • Área de Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Oliveira do Bairro
  • Escola Superior Agrária de Viseu – (solos derivados de granitos) – Quinta de Alagoa – distrito de Viseu
Mapa dos locais do desenvolvimento do projecto

5 - Instituições participantes

  • Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral – DRABL
  • Escola Superior Agrária de Viseu – ESAV
  • Direcção Geral de Protecção das Culturas – DGPC
  • Cooperativa Agrícola dos Lavradores do Concelho Oliveira Bairro – CALCOB
  • GELCAMPO – Congelação de Produção de Hortícolas, S. A.
  • EUROBATATA – Comércio de Produtos Alimentares, Lda

6 - Descrição Resumida das Actividades a Desenvolver

A investigação tem dado a conhecer a importância de certas práticas, que pretendem contrariar os graves inconvenientes de uma agricultura demasiado industrializada e consumidora de agro-químicos, nomeadamente, as faixas de compensação ecológica, as bordaduras, as sebes, as rotações e consociações de culturas, bem como, as adições orgânicas e a supressividade, a utilização de estratos vegetais e a desinfestação de solos por processos alternativos, entre outros.
Vamos utilizar um modelo alternativo, que se enquadre no modo de produção biológico e que satisfaça as exigências de ordem económica, podendo também contribuir para a harmonia da paisagem.

Com base num calendário de procura comercial, acordado com a GELCAMPO e a EUROBATATA, estabeleceu-se um plano de rotação de hortícolas (cenoura, couve, batata, ervilha, fava, feijão e pimento), cumulativamente com a utilização de faixas de compensação ecológica

Este modelo é ensaiado em dois campos diferentes, em zonas com forte tradição em horticultura: um é instalado em Aveiro(solo ligeiro) e outro em Viseu(solo pesado). Os produtos serão recebidos e colocados no mercado pela GELCAMPO.

No campo No campo

Paralelamente, num outro campo (Oliveira do Bairro) infestado com nemátodos, são ensaiadas durante o primeiro ano as capacidades nematodológicas de duas espécies vegetais, por comparação a um padrão químico usado na região, com a colaboração da CALCOB.

No decorrer do projecto haverá visitas de agricultores e técnicos, acções de divulgação e de demonstração bem como a nossa participação e colaboração em jornada técnicas e publicações.

7 - Situação Actual

No Centro Experimental de Horticultura da Gafanha foram desenvolvidas as actividades programadas, relativamente à ocupação cultural do solo.
As rotações foram efectuadas de acordo com o plano de campo em que cada folha era ocupada, anualmente, por determinada cultura, função das calendarizações consideradas.
Também as siderações e as faixas de compensação ecológica, obedeceram ao referido Plano.
A produção foi sendo avaliada, por cultura, à medida que se faziam as colheitas dos produtos. Estes dados farão parte das conclusões finais do Projecto.

Lavrar a terra