documentação
projecto agro n.º 120
Medida 8 - Desenvolvimento Tecnológico e Demonstração
Acção 8.1 - Desenvolvimento Experimental e Demonstração (DE&D)
Promoção da cultura de plantas aromáticas e condimentares na Beira Litoral
1 - Chefe do projecto
- Maria do Carmo Rosa Lopes, Professora Adjunta (Escola Superior Agrária de Coimbra - ESAC).
- Responsável na DRABL - Maria Fernanda Pinto Fernandes Ladeira, Assessora Principal
2 - Montante total do projecto
- 50.079,31€ (cinquenta mil e setenta e nove euros e trinta e um cêntimos).
3 - Descrição resumida do projecto
A agricultura tradicional, em vastas áreas da Beira Litoral, é caracterizada por baixas produções o que tem levado ao êxodo rural. A população remanescente sobrevive com base numa agricultura de subsistência de carácter agro-silvopastoril. Associado a este sistema existe, em determinados locais, uma forte pressão de utilização dos recursos naturais vegetais, sobretudo no âmbito das plantas aromáticas e medicinais. A produção de plantas aromáticas de qualidade, com possibilidade de serem processadas localmente em condições de competirem no circuito comercial, quer para consumo em natureza, quer para a produção de óleos essenciais, revela-se de
grande importância para o sector agrícola e industrial numa estratégia de desenvolvimento sustentável.
Este projecto tem como principal objectivo a promoção de um desenvolvimento integrado agro-silvopastoril durável, tendo em atenção o respeito pela diversidade biológica, pela conservação e recuperação de solos, pela utilização de espécies pouco exigentes em água e agro-químicos. Visa também incentivar o cultivo de plantas aromáticas, apoiado em bases técnico-científicas validadas para obtenção de lotes homogéneos e de qualidade superior, podendo ser consumidas em natureza ou utilizadas para a produção de óleos essenciais e promover a criação de alternativas económicas e empresariais para os agricultores, em particular para as mulheres permitindo a conservação dos recursos naturais e da paisagem rural.
4 - Locais em que se desenvolve
- Centro Experimental da Gafanha (ao nível do mar, solos arenosos) – concelho de Ílhavo, distrito de Aveiro
- Quinta do Mucate (140 m de altitude, solos derivados de calcário) – concelho de Soure, distrito de Coimbra
- Estação Agrária de Viseu (440 m de altitude, solos derivados de granitos) – concelho e distrito de Viseu
- Escola Superior Agrária de Coimbra – Coimbra
- Mezio – Castro Daire (região Dão – Lafões)
5 - Instituições participantes
- Escola Superior Agrária de Coimbra
- Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL)
- Faculdade de Farmácia / Universidade de Coimbra (LFFFUC)
- Associação de Desenvolvimento Rural de Lafões (ADRL)
6 - Desenvolvimento do Projecto
| Desenvolvimento do Projecto | Equipas Executoras |
|---|---|
| Escolha de espécies de plantas aromáticas e/ou condimentares com valor comercial | ESAC;DRABL;LFFFUC;Ervital |
| Prospecção dos circuitos de comercialização | ESAC |
| Instalação dos primeiros talhões nos campos de observação/demonstração com cultivares disponíveis no mercado | DRABL; Ervital |
| Prospecção e marcação “in situ” de exemplares espontâneos dos quais serão colhidas amostras para avaliar a sua riqueza em óleos essenciais e identificar os principais constituintes; | ESAC;DRABL |
| Instalação do campo de pés – mãe com os indivíduos (quimiotipos)seleccionados de acordo com o ponto anterior | ESAC |
| Propagação dos quimiotipos seleccionados através da macro e micropropagação para fornecimento de plantas | ESAC |
| Instalação de novos talhões, nos campos de observação e nos agricultores demonstradores, com plantas resultantes da propagação de espontâneas | DRABL; Ervital; Agricultores |
| Registo da adaptação e comportamento das culturas ao longo do ciclo cultural | DRABL; Ervital |
| Recolha periódica de amostras para avaliação da riqueza em óleos essenciais, com a finalidade de monitorizar a qualidade do produto final, obtido nos diferentes campos de observação/demonstração | LFFFUC |
| Desenvolvimento de acções de divulgação junto de técnicos e agricultores, com acções de informação, visitas aos campos de Observação/demonstração, palestras e dias de campo | ESAC; DRABL; LFFFUC;Ervital; ADRL |
| Elaboração de material de apoio à divulgação (manual das culturas em estudo, folhetos, registos audiovisuais, etc.) | ESAC; DRABL; LFFFUC |
7 - Situação Actual do Projecto
Em execução.
Foram instalados os campos de observação nos diferentes locais, consoante as espécies seleccionadas.
Com plantas provenientes da Ervital, foram instalados os 3 campos, programados, respectivamente, em :
- Centro Experimental da Gafanha em 30/10/2001 numa área de 400 m2, com10 espécies.
- Na Quinta da Estação Agrária de Viseu , em 31/10/2001 e numa área de 300m2, com 9 espécies
- No Centro Experimental do Mucate, em Soure a instalação do campo com 300m2, foi efectuada em 04/12/2001.
As cultivares comerciais plantadas foram as seguintes:
Mentha piperita (hortelã – pimenta); Origanum vulgare (orégão); Salvia officinalis (sálvia comum); Salvia officinalis cv. “verde“; Salvia officinalis cv. “purpúrea“; Lavandula angustifolia (alfazema); Lippia citriodora (Lúcia – lima).
Além destas cultivares comerciais foram também instalados em cada um dos campos mencionados clones espontâneos provenientes de micro e macro propagação vegetativa efectuada pela
ESAC.
A DRABL, durante o período de execução do projecto tem efectuado o registo da adaptação e comportamento das culturas ao longo do ciclo cultural e, também, procedido á recolha de amostras de plantas para avaliação da riqueza em óleos essenciais. Estas amostras são enviadas depois para a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
Têm-se realizado acções de divulgação junto de técnicos e agricultores, bem como visitas aos campos. Realizou-se um Dia Aberto, com grande participação por parte de técnicos e de agricultores.
A nível de equipa do projecto realizamos reuniões periódicas para debater problemas e fazer o ponto da situação do desenvolvimento do Projecto.
A elaboração de folhetos e outro material de divulgação tem também sido uma actividade preferencial , no sentido de se incentivar esta área da agricultura.
Possuímos imensos registos fotográficos, o que nos permite transmitir conhecimentos, mesmo até em formação “em exercício” aos técnicos da DRABL.



























