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produtos tradicionais da beira litoral

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O presente catálogo vai ao encontro das expectativas de uma informação mais qualificada, que os agentes económicos em geral e os consumidores em particular pretendem na área específica dos produtos tradicionais reconhecidos enquanto Denominações de Origem, Indicações Geográficas e Especialidades Tradicionais Garantidas.

A importância estratégica da protecção dos produtos agrícolas e géneros alimentícios e a sua crescente valorização comercial, pela origem e pelos modos particulares de produção, distinguem-nos dos produtos similares correntes no mercado, constituindo um desafio permanente à sua divulgação inovadora.

Procurando deste modo, satisfazer uma das actividades relevantes do MADRP, afigura-se-nos que a informação objectiva e especializada aqui produzida, irá contribuir, decisivamente, para uma melhor promoção dos nossos recursos endógenos mais genuínos, e logo dos produtores qualificados da Região.

 

Queijo Serra da Estrela

Denominação de Origem Protegida

É um queijo curado de pasta semi-mole, amanteigada, branca ou ligeiramente amarelada, uniforme (sem ou com muito poucos olhos) e é obtido por esgotamento lento da coalhada, após coagulação do leite de ovelha cru, estreme, por acção de uma infusão de cardo Cynara Cardunculus. Mantém a forma tradicional de fabrico e revela características atribuíveis ao leite da Raça Bordaleira e à forma tradicional de maneio das ovelhas.

O uso da Denominação de Origem Protegida obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção do leite, higiene das ordenhas, conservação do leite e fabrico do produto. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Denominação de Origem Protegida. O Queijo Serra da Estrela deve ostentar a marca de certificação, aposta pela respectiva entidade certificadora - FAPROSSERRA.

Comercialmente, pode apresentar-se com peso compreendido entre 1 Kg e 1,7Kg.

A área geográfica de produção abrange os concelhos e freguesias constantes do Anexo 1 do Decreto Regulamentar n.º 42/95 de 5 de julho, que cria a Região Demarcada Queijo Serra da Estrela.

Agrupamento de Produtores:

ESTRELACOOP - Cooperativa dos Produtores de Queijo Serra da Estrela
Quinta da Serrada
6360 Celorico da Beira

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

FAPROSSERRA - Federação das Associações de Produtores de Queijo Serra da Estrela
Rua da Nogueirinha, n.º 29 - A
6360 Celorico da Beira

Queijo Rabaçal

Denominação de Origem Protegida

É um queijo curado de pasta semi-dura, com poucos ou nenhuns olhos, pequenos e irregulares, distribuídos na massa branca mate, obtido por esgotamento lento da coalhada, após coagulação de leites de ovelha e de cabra, por acção de uma infusão de coalho animal.

O uso da Denominação de Origem Protegida obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção dos leites de ovelha e de cabra, higiene das ordenhas e conservação do leite e fabrico do queijo. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Denominação de Origem Protegida. O Queijo Rabaçal deve ostentar a marca de certificação, aposta pela respectiva entidade certificadora.

Comercialmente, pode apresentar-se sob a forma de merendeira, com peso compreendido entre 300 e 500g.

A área geográfica de produção abrange algumas freguesias dos concelhos de Penela, Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Soure e Pombal.

Agrupamento de Produtores:

COPRORABAÇAL - Cooperativa dos Produtores do Queijo do Rabaçal CRL
Rua do Sol
3230 Penela

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

SICÓ-QUALIDADE - Centro de Controlo e Certificação Produtos Agro-Alimentares da Área da ADSICÓ
Rua do Castelo - Apartado 7
3230 Penela

 

Mel da Serra da Lousã

Denominação de Origem Protegida

O mel obtido pelas abelhas da espécie Apis Mellífera Ibérica de nectários florais da flora espontânea regional (Lousã) e zonas limítrofes. É um mel de cor âmbar ou âmbar escuro quase negro e alta viscosidade, com um paladar intenso e alguma adstringência devido ao nectar das urzes, possuindo características particulares relacionadas com o meio, nomeadamente com a flora, em que predominam as ericáceas com maior ou menor presença de castanheiro. A Denominação de Origem encontra-se consagrada pelo uso face, por exemplo, às referências históricas existentes na toponímia local - Colmeal, Cortiços, Vale de Cortiços, Vale de Abelhas, Vale de Colmeias. 

O uso da Denominação de Origem, obriga a que o mel seja produzido de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção, extracção, embalagem e conservação do mel. Só pode beneficiar da D.O. o mel que, cumprindo as condições estipuladas se apresente no comércio devidamente acondicionado em embalagens de origem. A rotulagem deve cumprir com os requisitos da legislação em vigor mencionando também a Denominação de Origem. Na embalagem deve, ainda, ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.

A área geográfica está circunscrita aos concelhos de Lousã, Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Penela, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande, Góis, Pampilhosa da Serra, Arganil.

Agrupamento de Produtores:

LOUSAMEL - Cooperativa Agrícola dos Agricultores da Lousã e concelhos limítrofes
Zona Industrial dos Matinhos
3200 Lousã

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

SiCÓ – QUALIDADE, Centro de controlo e Certificação de produtos Agro-Alimentares da Área da ADSICÓ
Rua do Castelo - Apartado 7
3230 Penela

 

Maçã Bravo de Esmolfe

Denominação de Origem Protegida

O fruto pequeno manchado ou raiado com carepa na fossa peduncula polpa branca, macia e sumarenta, proveniente da cultivar Bravo de Esmolfe Malus Domestica Boekh, tem uma conservação prolongada e particularmente perfumada. O uso da Denominação de Origem, obriga a que a maçã seja produzida de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui designadamente, as condições de produção, colheita e acondicionamento do produto. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor mencionando também a Denominação de Origem. A Maçã Bravo de Esmolfe, deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora. 

Comercialmente só pode apresentar-se devidamente acondicionada em caixas contendo apenas duas camadas de frutos, colocados em alvéolos.

A área geográfica abrange os concelhos de Manteigas, Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Pinhel, Covilhã, Belmonte, Fundão, Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Tondela, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo, Satão, Aguiar da Beira, Viseu, S. Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva, Castro Daire, Trancoso, Sernancelhe, Penedono, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego e Armamar.

Agrupamento de Produtores:

FELBA - Promoção das Frutas e Legumes da Beira Alta, ACE
Quinta do Fontelo
3500 Viseu

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

Centro de Valorização das Frutas e Legumes da Beira Alta
Estação Fruteira de Alcafache - Gare
3530 Mangualde

 

Maçã da Beira Alta

Indicação Geográfica Protegida

Os frutos produzidos por variedades dos grupos Golden, Gala, Red Delecious, Starking, Jonagold, Gramy Smith, Jonared e Reineta, possuem as características dos seus cultivares, acentuadas pelas excelentes condições edafoclimáticas da região para a produção de maçãs. Distinguem-se das suas similares produzidas noutras regiões pelo sabor característico, com elevado teor de açúcar, consistência da polpa e coloração acentuada, resultante das condições edafoclimáticas específicas.

O uso de Indicação Geográfica, obriga a que a maçã seja produzida de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente as condições de produção, colheita e acondicionamento do produto. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando a Indicação Geográfica.

A maçã da Beira Alta, deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.
Comercialmente, só pode apresentar-se devidamente acondicionada em materiais próprios e pré-embalada.

A área geográfica de produção abrange os distritos de Viseu e Guarda, e os concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, do distrito de Coimbra.

Agrupamento de Produtores:

FELBA - Promoção das Frutas e Legumes da Beira Alta, ACE
Quinta Fontelo
3500 Viseu

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

Centro de Valorização das Frutas e Legumes da Beira Alta
Estação Fruteira de Alcafache - Gare
3530 Mangualde

 

Borrego Serra da Estrela

Denominação de Origem Protegida

Apresenta-se em carcaças ou peças embaladas e refrigeradas com peso até 7 Kg, obtidas a partir da raça bordaleira da Serra da Estrela. Mantém a forma tradicional de maneio que confere à carne características organolépticas diferenciadas.

O uso da Denominação de Origem obriga a que a carne seja produzida de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui designadamente, a identificação dos animais, saneamento, assistência veterinária, o sistema de produção, a alimentação, as substâncias de uso interdito e as condições a observar no abate e a conservação das carcaças.

Comercialmente a carne de Borrego Serra da Estrela, pode apresentar-se em carcaças ou em peças acondicionadas em sacos ou recipientes plásticos. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor mencionando também a Denominação de Origem. O Borrego Serra da Estrela deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.

A área geográfica abrange os concelhos de Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Seia e algumas freguesias dos concelhos de Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu.

Agrupamento de Produtores:

ESTRELACOOP - Cooperativa dos Produtos de Queijo Serra da Estrela, CRL
Quinta da Serrada
6360 Celorico da Beira

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

ANCOSE - Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela
Quinta da Tapada
3400 Oliveira do Hospital

 

Carne Marinhoa

Denominação de Origem Protegida

As carcaças de vitela, novilho, novilha ou as peças delas provenientes, são obtidas a partir de animais da Raça Marinhoa inscritos no livro de nascimentos e filhos de pais e mães inscritos no livro geneológico da Raça Marinhoa. Mantém a forma tradicional de maneio, que confere à carne características organolépticas específicas: consistência firme e ligeiramente húmida e suculenta.

O uso da Denominação de Origem, obriga a que a carne seja produzida de acordo com as regras definidas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente, a identificação dos animais, o saneamento e assistência veterinária, o sistema de produção, o maneio, as substâncias e uso interdito e as condições a observar no abate e conservação das carcaças.

A área geográfica de produção abrange os concelhos de Murtosa, Estarreja, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Vagos, Ílhavo, Oliveira do Bairro, Águeda, Anadia, Mealhada, Sever do Vouga, Ovar, Mira, Cantanhede e Oliveira de Azeméis

 

Agrupamento de Produtores:

LACTICOOP - União das Cooperativas de Produtores de Leite do Entre Douro e Mondego
Avenida da Oita, 7
3800 Aveiro

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

ACRM - Associação de Criadores da Raça Marinhoa
Quinta da Medela - Verdemilho
3800 Aveiro

 

Vitela de Lafões

Indicação Geográfica Protegida

Carcaças de vitela até à fase de desmame de animais de duas raças autóctones - Mirandesa e Arouquesa - ou dos seus cruzamentos criados numa região de montanha do Centro de Portugal, caracterizada pela existência de um microclima e uma vegetação particular, o que confere inegáveis características organolépticas à carne da Vitela de Lafões.

O uso da Indicação Geográfica, obriga a que a carne seja produzida de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente, a identificação dos animais, o saneamento e assistência veterinária, o sistema de produção, a alimentação, as substâncias de uso interdito e as condições a observar no abate e conservação das carcaças.

Comercialmente, a Vitela de Lafões, apresenta-se em carcaças ou em peças acondicionadas em sacos ou recipientes de plástico devidamente rotulados e identificados com a marca da respectiva entidade certificadora. A carne de Vitela de Lafões, deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.

A área geográfica de produção abrange os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Sever do Vouga, Viseu e Castro Daire.

Agrupamento de Produtores:

CAV - Cooperativa Agrícola de Vouzela CLR
Rua Ribeiro Cardoso, 29
3670 Vouzela

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

ADRL - Associação Desenvolvimento Rural de Lafões
Rua Ribeiro Cardoso, 29
3670 Vouzela

 

Cabrito da Gralheira

Indicação Geográfica Protegida

Carcaças ou peças embaladas e refrigeradas com peso de carcaça até 6 Kg. Obtidas a partir de animais da raça serrana, mantém a forma tradicional de maneio, alimentando-se de prados espontâneos à base de urzes, carquejas, giestas e tojo, o que confere à carne características diferenciadas.

O uso da Indicação Geográfica, obriga a que a carne seja produzida de acordo com as regras estipuladas no Caderno de Especificações, o qual inclui, designadamente a identificação dos animais, o saneamento e a assistência veterinária, o sistema de produção, a alimentação, as substâncias de uso interdito e as condições a observar no abate e conservação das carcaças.

Comercialmente, o Cabrito da Gralheira apresenta-se em carcaças, sem cauda com o maxilar superior cortado em chanfro, os membros sem tarsos e com os pulmões e fígado destacáveis para a inspecção, as vísceras sólidas podem acompanhar a carcaça embora devam ser embaladas à parte.

A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Indicação Geográfica. O Cabrito da Gralheira, deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora A área geográfica de produção abrange algumas freguesias dos concelhos de Arouca, Vale de Cambra, S. Pedro do Sul, Oliveira de Frades, Vila Nova de Paiva e Castro Daire.

Agrupamento de Produtores:

CASSEPEDRO - Cooperativa Agro-Pecuária de S. Pedro do Sul
Rua Serpa Pinto
3660 S. Pedro do Sul

Organismo Privado de Controlo e Certificação:

ADRL - Associação Desenvolvimento Rural de Lafões
Rua Ribeiro Cardoso, 29
3670 Vouzela

Criado em: 2002-02-25 / Actualizado em: